Nutrição Enteral em pacientes com Lesão Cerebral

O estudo de Carteron e col.(2021) avaliou sujeitos gravemente enfermos com Lesão Cerebral  em relação à eficácia e à tolerância da fórmula semi-elementar versus a polimérica.

Trata-se de estudo retrospectivo, randomizado, em pacientes com Lesão Cerebral com Escala de Coma de Glasgow ≤8 e com tempo de ventilação mecânica > 48h. A amostra foi dividida em 2 grupos de acordo com a fórmula utilizada: 1) Fórmula enteral semi-elementar (grupo SE) n=100 ou Polimérica (grupo P) n=95. É importante destacar que a Nutrição Enteral (NE) foi iniciada em até 36h após a admissão na UTI.

Com relação à meta energética, destaca-se que não houve diferença entre os grupos SE e P (46% e 48%, respectivamente; risco relativo (RR) [intervalo de confiança de 95% (IC)]=1,05(0,78-1,42); p=0,73). A incidência de gastroparesia e diarreia não diferiu entre os grupos. O grupo SE teve um aumento da ingestão de proteínas (3±0,4 versus 1,1±0,3g/kg/dia (p<0,05), porém sem alterações nos exames de albumina e pré-albumina.

Os resultados demonstraram que a fórmula semi-elementar não melhorou a tolerância gastrointestinal, assim como a ingestão precoce de energia em pacientes graves com LC quando comparado com a fórmula polimérica.

Clique no link abaixo e veja o estudo completo

DOI: 10.1186/s13054-020-03456-7

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